Mostrando postagens com marcador música oculta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música oculta. Mostrar todas as postagens

O paraíso que ela criou

Um dia ela me contou que quando era criança esperava muita coisa do mundo. Sempre que fechava os olhos ela sonhava com um paraíso e esperava que essa seria sua vida.
Mas não foi assim que aconteceu, o belo dos seus sonhos lhe escaparam por entre os dedos.
A vida continuou, e foi ficando tão pesada, o esforço parecia em vão, cada lágrima, uma cachoeira.

Então, naquela noite, a noite de tempestade, ela fechou os olhos para voar novamente mas dessa vez para longe.

E sonhos com o paraíso vieram e debaixo da tempestade ouvi, destruído, ela dizer: "Eu sei que o sol deve se pôr para levantar, e isso será meu paraíso..."

Veja a música oculta aqui

Ao longo do Rio


Paixão à primeira vista! Recém chegada do Panamá, ansiosa para conhecer o Egito que eu já rodava há alguns meses. Quando a vi sozinha naquela cantinho, não pude ignorar o seu encanto. Linda por inteiro, sussurrava em meu ouvido que queria ir comigo. Seguimos o curso do Rio Nilo pelas duas margens juntos. Subimos ao leste e descemos ao oeste numa aventura das mais agradáveis, nós dois e uns amigos que conheci. Todos gostavam da minha pequena Dethy! Oras, quem se atreveria a tratá-la mal?

O princípio do fim


Sei que já disse que sinto muito, e eu pediria desculpas novamente e diria que te amo se achasse que isso mudaria seu modo de pensar, que você ficaria, mas sei que falei demais, fui muito indelicado, e você já partiu...

Me ajoelharia a teus pés, imploraria por seu perdão, mas sei que é tarde demais e agora não há nada que possa se fazer, então tento rir disso e encobrir tudo com mentiras, escondendo as lágrimas, porque garotos não choram.

Julguei mau os seus limites, achei que voce estava na minha e que precisasse mais de mim e agora faria qualquer coisa pra te ter de volta ao meu lado, mas ao invés disso eu só fico rindo.

Eu lembro do nosso último ano juntos, alguns dias tudo estava bem, mas aí você começava a contar uma história que eu achava chata, eu ficava com aquela cara de desaprovação e pensava em uma frase que te humilhasse em frente de nossos amigos, e você respondia com aquela voz irritante algo como: "Sim, que comentário inteligente, querido! Por que você não toma outra cerveja então?"
Então comessávamos a brigar, todos presentes ficavam sem graça mas eu não dava a mínima.

Lembro de ter dito que você devia chupar muitos limões porque é muito amarga, e de você responder: "Eu deveria ficar com seus amigos, então porque parece que eles são muito adequados" Isso foi infantil! Eu fiquei agressivo e você assustada...

Eu dizia o tempo todo que estava cansado, implicava com tudo, até com seus tênis novos e você dizia: "Meu deus, eu não posso ficar mais incomodada com isso!". Agora parece que posso ler o que você pensava naquela época: "Eu espero não estar presa a esse cara", e de fato, você não estava...


Veja as músicas ocultas aqui e aqui

Quero gritar



Quando comprei as passagens, não era nele que eu estava pensando! Ele terminou comigo, e daí? Sou jovem, bonita, inteligente... ou pelo menos é isso que todo mundo diz! Mas o que eu preciso agora é recuperar o tempo que perdi, viajar pelo mundo, conhecer lugares diferentes e todas as pessoas bacanas com quem eu cruzar no caminho. Como vou me sustentar? Não importa, eu me viro, contanto que aproveite a vida!

Mas quando vi um recado com seu nome e um número, na minha primeira parada num hotel da Espanha, alguma coisa mudou. Não devia nem ter tentado ligar, mas de qualquer forma, não consegui, deve ter alguma relação com as palavras em espanhol que escreveram no verso do papel.

Continuo minha viagem, mas ainda sinto sua falta. Mesmo numa cama King Size, em qualquer lugar do mundo, eu ouço alguém dizer o seu nome, e acabo vendo seu rosto.
Ando pelas ruas comerciais cercada de menininhos cheios de grana, mas me sinto como se estivese sendo seguida, indo pra um beco sem saída.

Sei que os céus não pareceriam tão altos agora, se no passado não tivesse sido tudo tão ruim, mas ainda acho que meus melhores planos envolvem você vir e acabar com meus sonhos. Nessas horas eu só consigo abaixar minha cabeça, fechar os olhos, e sentir vontade de gritar!

Mas eu não posso parar agora. Um dia eu sei que vou voltar pra casa, mas até esse momento chegar, eu vou seguir em frente.


Veja a música oculta aqui

Eu sinto muito


Me lembro perfeitamente das últimas palavras que ouvi da sua boca, e isso me dói como nunca antes!

"Desperdicei tudo, apenas pra ver você ir", você me disse com tristeza na vóz, "Embora eu tenha tentado, tudo desmoronou.
Eu me esforço para lembrar a mim mesma o quanto eu realmente tentei apesar do jeito que você estava me gozando, agindo como se eu fosse parte da sua propriedade, lembrar-me de todas as vezes que você brigou comigo.
Me surpreende que isso tenha chegado tão longe. As coisas não serão mais do jeito que eram antes.
Mas tudo volta para mim no fim porque guardei tudo dentro de mim... Eu tentei tanto e cheguei tão longe... mas no fim, isso não tem a menor importância!"

Agora eu penso nisso e sinto a agonia de estar preso a uma teia de aranha, sem saída, por causa da lembrança de todas as coisas estúpidas que eu disse quando perdi a cabeça. Estou preso nessa teia e quando tentei correr, fugir, vieram também as lembranças de todas as coisas estúpidas que eu fiz.

Eu não pretendia lhe causar problemas... eu não pretendia magoá-la, e se eu alguma vez o fiz, saiba que eu nunca tive a intenção.

Eu sinto muito! Eu realmente sinto muito!

Veja as músicas ocultas aqui e aqui.

Noite só


Por mais que eu quisesse que tudo fosse diferente não posso negar o fato: em noites frias e solitárias eu me apercebo de que não consegui tirar você da minha cabeça. Parecia uma questão de tempo, mas não é tão simples.

Em um lindo oceano, corais vermelhos e azuis, num pequeno barco só você e eu. Sinto seu cheiro, e seu toque, mas tudo acaba quando acordo.

Tentei de todo jeito deixar o isso para trás, afinal, já me acostumei com a idéia de não ter você por perto... mas não dá! Cada pedaço de mim contém uma memória de você.

Quando ouço teu respirar meu mundo dá voltas, mas tua sombra não repousa junto à minha, eu acordo, era só a brisa do mar. Trabalho, e estou em paz durante o dia... mas quando chega o momento de repouso, então eu sinto seu toque, sua respiração junto à minha. E outra vez meu mundo fica de ponta-cabeça.

Tenho seus dedos como que tocando minha pele, sua imagem gravada no no meu peito, cauterizada. Os meus lábios ainda queimam sentindo saudade dos seus. És algo contra o qual eu não posso lutar.

Mas resides apenas em meus sonhos, não é nada que eu possa evitar.

Veja as músicas ocultas aqui e aqui.

Obs.: Com excessão dessa linha e da formatação, todo esse post foi redigido no software "Dasher" em apoio ao projeto.

O contador de histórias


Na ultima cidade em que passei, andando pela rua, distraído com meus pensamentos, avistei uma figura curiosa, uma espécie de contador de história... sem saber ao certo pra onde eu estava indo, resolvi parar pra ouvir uma história que estava em andamento, uma história que me lembrou literatura de cordel, que meu avô gostava de ler.
Quando a meia duzia de espectadores se dispersou, ele me olhou fixamente, como se estivesse tentando ler meus pensamentos... resolvi colaborar com seus esforços. Disse àquela pequena figura que, eu, pensando em minhas experiências, tentava descrever o amor.
Tentando ajudar, ele dissertou sobre o assunto baseado nas suas prórpias aventuras:

"Um belo dia a gente acorda e acha que um filme passou por a gente muito rápido, tão rápido que, sem a gente perceber, parece que já se anunciou o episódio dois. As emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos, e o mundo todo vira só dois, dois corações bandidos enquanto uma canção de amor persegue o sentimento.
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica, sei da felicidade, da dúvida, dor de barriga...
Amor é drama, aventura, mentira, comédia romântica. O amor é um filme em que só Deus é espectador!"

Depois dessa descrição, fiquei em dúvida sobre se um dia eu chegei a experimentar de verdeda o amor...

Veja a música oculta aqui

Noite Quente em Budapeste


Ainda em Keleti, procurava abrigo para a noite seguinte nos murais da estação, embora fosse cedo e o clima estivesse bem quente, pois era dia 16 de julho. Com poucas opções em seu idioma, foi almoçar num modesto restaurante ali perto. Achando com quem pudesse conversar, embora a compreensão não fosse a ideal, soube de uma mulher que cuidava do estádio de esportes e, vez por outra, abrigava alguns estrangeiros por uns trocados. Foram apresentados, e aparentemente ela era uma corredora profissional, ou maratonista, algo do tipo.


Para levantar uma grana, ela sugeriu que ele tocasse bandolim num grupo local que se apresentaria naquela mesma noite, porque um dos membros da banda havia sido mordido na mão por um cão. Ele topou e foram ensaiar no ginásio. Não podia conter sua admiração ao vê-la correr na pista oval enquanto ensaiavam, a tarde quente o fazia transpirar. Embora não entendendo uma palvra do que era cantado, tocava razoavelmente sem perder o ritmo.


À noite, enquanto tocavam, ela servia drinks e parava corações. Vestida apenas de uma camiseta, shorts e pele, a mera sugestão de seus músculos levava os homens a perder o show. Ouvia-se cochichos pelas paredes quando ela passava, era impossível não notá-la! Aquela noite quente e alegre jamais será esquecida, com certeza!

Mas nada rolou entre os dois, após aquela noite alegre que rendeu o dinheiro da hospedagem, ele partiu no trem da tarde, meio sem rumo, mas com outra dama em mente. Um objetivo grande, um obstáculo ainda maior!

Veja a música oculta aqui
(na foto: zsuzsanna ripli)

Casual


Baldeação do trem é sempre um tédio. Mas numa noite linda de lua quarto-crescente, parece bem mais convidativo. Ele se recosta no parapeito do terceiro andar de um café, e observa a lua por entre umas poucas nuvens logo acima dos prédios. A iluminação no café parece um tanto remota naquele parapeito, e a luz mais forte é a que vem de cima do prédio. No andar debaixo, cuja varanda se estenda uns dois metros mais próximo à rua, uma moça debruçada sobra o parapeito chama a atenção pelo volume de sua bagagem aos seus pés.

Alguns segundos foram perdidos observando a moça do andar debaixo, que estava bem à vontade olhando pra frente. Ele nem notou quando a lua se escondeu por entre as nuvens. Após o fim do espetáculo lunar, a moça passou a observar as pessoas na praça à frente do café. Dois passinhos para a esquerda e a sombra dele estava oculta sob a dela. Certamente ela notou, mas para não dar pontinhos para o dono da sobra ela se recusou a olhar para trás e continuou vendo as pessoas na praça.

Ah, ele não resistiu! Pôs-se a fazer movimentos engraçados com os braços, de modo que na sombra parecessem os dela. Penteava o cabelo, batia continência, mandava beijos... mas quando ele fez que tocava guitarra ela não se conteve e soltou um riso. Vitória! Ela olha para cima afim de ver quem é o doido, e ele se dá conta de algo "Por que eu comecei com isso? Pirei!"

A reação dela foi de espanto, havia algo de incomum no rapaz do andar de cima, mas a luz que lhe ofuscava não favorecia uma análise. Mas de algo não restou duvida, ele tinha senso de humor. Viu ele fazer um sinal pedindo que o esperasse ali, e passou a pensar se dava uma chance para o rapaz. Podia ser um tolo oportunista qualquer, ou um bom rapaz com senso de humor e criatividade. Como saber? Mas será que valia a pena esperar pra ver? Já está cansada de caras assim em sua vida. Mas como muitas mulheres, a jovem pensou demais e não teve tempo de agir, quando se deu conta o topete do rapaz já figurava desvencilhando-se das pessoas no interior do café com sua bagagem em mãos.

Pisou no pé de duas senhoras, e parou para pedir desculpas, mas atravessou o café arfando, com um objetivo à sua frente. Ao descer os degraus atá o andar debaixo não pensava em outra coisa, senão em como seria o rosto da jovem de cabelos longos envolta na escuridão que havia no parapeito. Ao adentrar o salão e visualizá-la novamente de frente à praça suas mãos suavam ainda mais. Não que já não tivesse abordado moças desconhecidas antes, mas tudo era novidade outra vez.

Decidida a não decidir mais nada, as pessoas na rua não eram capazes de distraí-la do que ela sabia se aproximar aos poucos, sem fazer som notável, a sobra do rapaz desconhecido mais uma vez se juntava à dela, mas desta vez na mesma proporção. Era o momento, ela se virou, mas não foram os olhos do rapaz que lhe cativaram a atenção no primeiro olhar...

Acompanhando aqueles lindos cabelos, veio um olhar muito complexo em sua direção. Na verdade ele não se ateve muito ao olhar, depois de notar um rosto familiar e aquela manchinha no decote, não teve duvidas: era com ela que ele iria pegar o trem da meia-noite!

Veja a música oculta aqui

Crianças Únicas


Havia um rapaz, que ainda bem jovem, esteve envolvido em um acidente de carro. Seus pais, nos bancos dianteiros do carro não se feriram, tampouco ele próprio saíra machucado. Mas o rapaz que antes tinha seus cabelos abundantes e negros, agora tinha todos os fios de sua cabeça brancos como a neve!

Quando seus colegas de escola perguntavam-lhe por que o cabelo dele agora era branco ele dizia "Eu não sei, acho que foi a batida forte do carro que fez ficar assim".

Na mesma escola estudava uma garotinha magra e bonita. Após as aulas de educação física ela nunca se trocava perante as outras meninas e ninguém sabia o porque. Depois de muita insistência, todas suas amigas ficaram espantadas ao ver seu corpo repleto de marcas de nascença.

Ela não sabia explicar aquilo, quando lhe perguntavam por que havia tantas marcas ela dizia: "Eu não sei, elas sempre estiveram onde estão".

Certa manhã estava o menino com seus pais na igreja. Ele não gostava de lá, e se sentia muito incomodado quando seus pais dançavam e rolavam no chão. A menina da escola também não entendia esse comportamento na igreja e ambos ficavam reclusos.

Ela lhe perguntou por que os pais dele estavam a rolar no chão, ao que ele disse: "Eu não sei nós sempre viemos aqui".

Veja a música oculta aqui

Como dar um fora?

Um amigo meu, que vamos chamar de Bob, precisava dar um fora numa namorada. Acontece que ele ainda gostava dela (paradoxo), e precisava fazer isso de uma maneira especial.

Eles costumavam sair juntos para jantar, num restaurante com música ambiente, blues, jazz, bolero... Ele a convidou para um jantar lá nesse fatídico dia. Após a refeição quase em silêncio, ao iniciar uma música romântica, marcada por batidas leves de bateria e o som em alto volume do baixo, ela e pegou pela mão. Eles não costumavam ir à pista de dança quando iam lá, pois não sabiam dançar...

Ele a trouxe próximo ao corpo, ela com a cabeça em seu ombro, e ele disse a ela o seguinte, de uma maneira difícil de textualizar... Tente ler as palavras de maneira lenta, como que ouvindo a música, com longas pausas... Ele disse, como que em versos, mais ou menos assim:

"Este deve ser o dia mais triste de minha vida.
Eu lhe convidei para vir aqui hoje porque tenho más notícias.

Eu não poderei mais ver você...
...Por conta de minhas obrigações e
Por coisas que te prendem.

Nós temos nos encontrado aqui quase que diariamente,
e visto ser essa nossa última noite juntos,
eu quero lhe abraçar...
só mais uma vez.

Quando você se virar e for embora,
não olhe para trás.

Eu quero me lembrar de você, desse jeito, assim...

(num gesto sutil ele apóia a cabeça dela com ambas as mãos, a olha nos olhos cheios de lágrimas, e após alguns instantes ele diz)

Vamos apenas nos beijar e dizer adeus"

Não, não é mera coincidência...

Leia também Como dar um fora 2

Veja qual é a música oculta: http://migre.me/HaIw